PASTORES FAZENDO A LAVAGEM CEREBRAL

A “Voz Cadenciada” é um padrão, um estilo de fala ritmada usada por hipnotizadores para induzir transe. Ela é freqüentemente utilizada por advogados, muitos dos quais são hipnotizadores altamente qualificados, e precisam dessa técnica para fortalecer a aparência de seus argumentos nas mentes os jurados. Na prática, um orador falando em “Voz Cadenciada” parece estar seguindo o ritmo de um metrônomo, como se enfatizasse cada palavra num estilo monótono e padronizado. Idealmente são ditas cerca de 45 a 60 palavras por minuto, maximizando, desse modo, o efeito hipnótico. Agora “na igreja” começa o processo principal. Após induzir um estado alterado de consciência, passam a ter como objetivo gerar excitação e expectativa na audiência. Comumente virá um grupo de jovens mulheres em vestidos “angelicais e puros” para cantar. Músicas Gospel são ótimas para gerar excitação e envolvimento. No meio da canção alguma delas pode ser “acometida por um espírito” e cair no chão, ou reagir como se estivesse sendo possuída pelo Espírito Santo. Isso aumenta muito eficientemente a tensão no ambiente. Nessa situação, táticas de conversão e hipnose estão sendo misturadas e, como resultado, a audiência está totalmente absorta. O ambiente vai tornando-se cada vez mais e mais tenso. Exatamente neste momento, quando o estado mental alfa foi atingido, passarão com a “cestinha de coleta”. Ao fundo da igreja o pastor assistente com sua “Voz Cadenciada” provavelmente estará incitando os presentes dizendo “sempre cerca de 45 vezes por minuto” algo do tipo: “Dê a Deus… Dê a Deus… Dê a Deus… Dê a Deus…”, e a audiência obedece. Pode ser que Deus não receba o dinheiro, mas seus ricos representantes vão recebe-lo. A seguir aparece o pregador “fogo e enxofre” induzindo medo e tensão, falando sobre o “demônio”, “ir ao inferno” ou a “proximidade do fim do mundo”. No último encontro desse tipo em que fui, o pregador falava que em breve haveria apenas sangue saindo de todas as torneiras da Terra. Ele também era obcecado com o “machado sangrento do divino”, que todos haviam “visto” na semana passada pendurado acima do púlpito. Não tenho dúvida de que todos o viram, o poder da sugestão aplicado a centenas de pessoas em hipnose assegura que ao menos 10 a 25 por cento delas veria qualquer coisa que ele dissesse estar lá. Na maioria desses encontros, após o “testemunho ocular”, segue-se um sermão predominantemente baseado no medo. As pessoas da audiência virão ao palco para contar suas histórias. “Eu era aleijado e agora posso andar!”, “Eu tinha artrite e agora ela se foi!”. É um tipo de manipulação psicológica que realmente funciona. Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas, as pessoas normais na platéia com problemas simples estarão convictas de que podem se curar. O lugar está carregado de medo, culpa, excitação e expectativas. Os que pretendem se curar freqüentemente se enfileiram e são guiados até a frente. Pode ser que o pregador toque suas cabeças e grite “cure-se!”. Isso descarrega a energia psíquica e, em muitos, causa catarse, que é a liberação de emoções reprimidas. Os indivíduos podem chorar, cair no chão ou até ter convulsões. E se a catarse realmente for atingida, há uma boa chance de se curarem. Nesse estado “que é uma das três fases cerebrais mencionados anteriormente” as programações cerebrais são “desativadas” temporariamente, e assim surge o ensejo para que novas sugestões sejam incutidas. Para alguns a cura é permanente, para a maioria vai durar de 4 a 7 dias. Essa duração “coincidentemente” é quase a mesma de uma sugestão hipnótica dada a um sonâmbulo. E mesmo que a cura não seja permanente, se voltarem toda semana, o poder da sugestão pode vir a solucionar o problema, mas tristemente também pode acabar mascarando algo sério que em longo prazo pode ser extremamente prejudicial. Para evitar confusões gostaria de deixar claro que não classifiquei todas as curas como fraudes. Algumas não são. Talvez o indivíduo estivesse pronto para livrar-se da negatividade que causara o problema, talvez tenha sido Deus. Entretanto, todas essas curas podem ser plenamente explicadas com o conhecimento atual sobre o funcionamento da mente humana. As técnicas e a organização das cerimônias vão variar de igreja para igreja.

Muitos falam em outras línguas para induzir a catarse em alguns indivíduos, enquanto o espetáculo cria imensa tensão no resto de seus observadores. As técnicas hipnóticas usadas pelas religiões são muito sofisticadas e profissionais do ramo estão se certificando de que eles se tornem cada vez mais eficientes. Um homem em Los Angeles está projetando, construindo e reformando muitas igrejas pelo país. Ele também instrui os ministros sobre essas técnicas e ensina-os a utiliza-las.

Segundo suas estatísticas, o número de congregações e o fluxo monetário dobrarão se suas instruções forem seguidas. Entretanto, ele admite: 80% de seus esforços incidem sobre iluminação e acústica. Acústica e iluminação apropriadas são de importância vital na indução de estados alterados de consciência. Eu tenho as usado por anos em meus seminários, mas, entretanto, todos os participantes estão cientes disso. 6 – Seis Técnicas de Conversão Organizadores de cultos e treinamentos de potencial humano estão sempre procurando por novos adeptos, e para que tenham sucesso na conversão, é preciso induzir uma fase cerebral.

Freqüentemente isso tem de ser feito em um curto período de tempo, um fim de semana, ou mesmo um dia. O encontro geralmente acontece em um local onde os participantes ficam isolados do mundo exterior. Uma casa, um estabelecimento na zona rural ou mesmo um hotel. Nesses cursos, será feito um longo discurso sobre a importância de “honrar os contratos e promessas” na vida. Alegam que se não cumprirem o que dizem, suas vidas nunca darão certo. A responsabilidade, a princípio, é uma qualidade, mas os manipuladores estão subvertendo algo com valor positivo para seus próprios fins egoístas. Os participantes, então, juram a si mesmos e aos seus “instrutores” manter seus acordos.

Quem não quiser aceitar o acordo será coagido a fazê-lo ou então terá de deixar o grupo. A próxima etapa é concordar em fazer o curso na sua totalidade; isso assegura uma alta porcentagem de conversões. Também terão de concordar sobre a abstenção do uso de drogas, tabaco e por vezes até de comer, ou então os intervalos dados para alimentação serão tão curtos que na verdade acabam por aumentar ainda mais a tensão. O verdadeiro motivo de toda essa insistência em “manter os acordos” é alterar a fisiologia normal do corpo, gerando ansiedade e, com alguma “sorte”, uma disfunção nervosa que, por sua vez, aumenta o potencial de conversão. Antes que o encontro se encerre, serão relembrados seus “acordos”, e assim irão ter de procurar por novos adeptos como prometido.

Por ter sido tão enfatizada a importância de se “manter a palavra”, os recém-convertidos tentarão forçar todos os seus conhecidos a fazer o curso. Dizem para apenas assistirem uma sessão introdutória grátis. Claramente podemos perceber que se tornaram fanáticos. De fato, no âmbito dos treinamentos e cursos de desenvolvimento de potencial humano, o maior e mais bem-sucedido ramo é “venda através do fanatismo”. Há pelo menos um milhão de pessoas graduadas nesse tipo de treinamento. Dessas, uma boa porcentagem foi deixada com um “botão de ativação” para assegurar lealdade ao seu “guru” se ele vier a precisar. Pense nas implicações políticas potenciais contidas em centenas de milhares de fanáticos programados para defender seus “mestres”.

As seis técnicas seguintes são mais usadas nessas conversões. Primeira Técnica 1#. Esteja alerta caso uma dessas organizações ofereça sessões de “manutenção” após o curso principal. Podem ser encontros semanais ou novos cursos lecionados periodicamente. Tentarão convencê-lo a participar dessa “manutenção” para manter controle sobre seus “aprendizes”. Assim como souberam os Renovadores Cristãos, eles também sabem que para haver sucesso em manipulações de longo prazo é imprescindível que existam sessões de “manutenção” posteriores à conversão. Segunda Técnica 2#. Outra evidência de que táticas de conversão estão sendo utilizadas são as “atividades” que causam fadiga física e/ou mental. Consegue-se isso normalmente ao deixar os participantes tão ocupados por longos períodos de tempo que não têm tempo para refletir ou pensar sobre o que estão fazendo/ouvindo. Terceira Técnica 3#.

Essa categoria, dizendo de modo simples, engloba todas técnicas usadas para aumentar a tensão no ambiente. Quarta Técnica 4#. Insegurança. Eu poderia passar horas descrevendo várias técnicas usadas para gerar insegurança. A maioria dos participantes tem grande receio de que seus “treinadores” o coloquem no centro das atenções frente ao grupo. Uma das práticas mais comuns é levar os participantes a relatar seus segredos íntimos, e normalmente também são constrangidos a participar de atividades que enfatizem a “remoção de suas máscaras”. Em um desses cursos, colocava-se um participante num palco de frente a todos os outros enquanto era verbalmente atacado pelos seus instrutores. Uma pesquisa feita alguns anos atrás mostrou que a fobia mais comum entre as pessoas é falar em público. Esse medo estatisticamente é ainda maior do que lavar o exterior de uma janela no 85o de um prédio.

Levando isso em conta, pode-se imaginar a insegurança e o pavor gerados. Boa parte sucumbe, mas a maioria enfrenta essas situações de estresse extremo simplesmente “fugindo” mentalmente. Eles literalmente entram em alfa, o que os torna automaticamente muito mais sugestionáveis do que normalmente seriam. Essa situação representa mais um passo no caminho da conversão. Quinta Técnica 5#. Um outro traço típico é o uso de jargões ou neologismos que apenas tenham significado aos participantes do curso. Linguagem capciosa, depravada e/ou confusa também é usada propositalmente para causar constrangimento Sexta Técnica 6#. Mais um sintoma do uso das técnicas de conversão é evitar o humor, ao menos até serem convertidos.

Após isso, o divertimento e humor são altamente visados por serem símbolos da nova “felicidade” que os participantes supostamente teriam encontrado. Eu não diria que esses encontros são totalmente inúteis, talvez possam ter algum resultado positivo, mas acho importante saber o que está acontecendo, mantermo-nos atentos ao que está sendo feito por detrás das aparências. Se tivermos consciência plena dos fatos, podemos discernir mais claramente se esse tipo de situação é ou não de nosso interesse. Ao longo dos anos, conduzi seminários para ensinar pessoas a se tornarem hipnotizadoras, instrutoras e conselheiras. Muitas delas, após assistirem meus cursos e utilizarem as técnicas ensinadas, me procuravam e faziam a seguinte pergunta:

“Estou aqui porque realmente suas técnicas funcionam, mas não entendo por que”. Após explicar como e por que funcionavam, muitas acabaram saindo do ramo ou então decidiram abordar as coisas de maneira diferente, enfatizando um modo de agir mais afetuoso e sincero. Várias delas se tornaram amigas íntimas, e mesmo que sejamos especialistas, também é assustador para nós o sentimento de poder experimentado frente a um microfone em uma sala cheia de pessoas. No entanto, apenas adicionando um pouco de ousadia e carisma, podemos ter a certeza de que haverá uma grande porcentagem de conversões. A triste verdade por detrás disso é que esta alta porcentagem se deve ao fato de esses espectadores serem “crentes cegos”, pessoas que querem livrar-se de seu poder, de sua liberdade. Cultos, treinamentos e cursos dessa espécie oferecem ocasiões ideais para se observar em primeira mão o que tecnicamente se

chama “Síndrome Stockholm”. Ela é o estado no qual aqueles que foram intimidados, controlados ou torturados começam a amar, admirar ou até mesmo desejar sexualmente seus manipuladores. Deixe-me alertá-los de uma coisa: se você acha que pode participar de tais encontros sem ser afetado, provavelmente está enganado. Um exemplo perfeito é o caso de uma mulher que foi estudar Vodu no Haiti. Em seu relatório, explicava como a música induzia estados alterados de consciência e movimentos incontroláveis do corpo. Apesar de entender esse processo “e por isso imaginar-se imune”, quando começou a sentir-se vulnerável à música, tentou fugir e lutar. Nesses casos, ódio e resistência praticamente garantem o sucesso da conversão. Poucos momentos depois estava possuída pela música e começou a dançar em transe pelo local.

Uma fase cerebral havia sido induzida pela música e excitação, e devido a isso ela acordou sentindo-se “renovada”. Portanto, vemos que lutar não é a solução. O único modo de tentar evitar a conversão é permanecer neutro, não permitir que emoções positivas ou negativas venham à tona, mas poucas pessoas são capazes disso. Antes de continuar, vamos voltar ao assunto das seis técnicas de conversão. Gostaria de dizer algo sobre o governo dos Estados Unidos e seus acampamentos militares. Os fuzileiros navais falam sobre “demolir” os homens antes de “reconstruí-los”. Bem, na verdade, é exatamente o que fazem. Do mesmo modo que os cultos “demolem” as pessoas e voltam a “reconstruí-las” como “conformadas e felizes vendedoras de flores”, o Exército as reconstrói como “soldados”.

Todas as seis técnicas de conversão são utilizadas nos acampamentos militares. Eu entendo as necessidades da vida militar, por isso não estou julgando isso como bom ou ruim, apenas afirmo que pessoas estão sofrendo Lavagem Cerebral, isso é fato. Aqueles, no exército, que se não se submeterem, serão dispensados ou passarão grande parte de seu tempo em atividades de segunda importância. 7 – Processo de Decognição Uma vez bem-sucedida a conversão, os cultos, exércitos e grupos similares não podem permitir que exista deliberação entre seus membros. Eles devem responder aos comandos e fazer exatamente o que lhes foi incumbido, do contrário o controle organizacional seria comprometido. Na maioria dos casos, conseguem isso utilizando um processo trifásico de decognição. Primeiro passo: comprometer a atenção e vigilância. Os manipuladores esforçam-se para causar disfunções nervosas, tornando difícil distinguir entre fantasia e realidade. Isso pode ser feito de vários modos. Uma dieta pobre ou mal balanceada é um deles. Por exemplo, biscoitos e “Kool-Aid”.

Todos sabemos que açúcar diminui a vigilância. Outra versão mais sutil é a “dieta espiritual” utilizada em muitos cultos, na qual só se comem frutas e vegetais, abstendo-se de grãos, nozes, lacticínios e carnes. Dietas desse tipo deixam as pessoas “avoadas”. Sono inadequado é outro fator essencial na redução da vigilância, especialmente quando combinado com longas horas de trabalho ou intensa atividade física. Analogamente, bombardeando-os com experiências intensas e únicas, chega-se ao mesmo resultado. Segundo passo: confundir. Aqui você é mentalmente sobrecarregado ao mesmo tempo em que sua vigilância está comprometida. Consegue-se isso injetando muitas informações novas, como leituras, grupos de discussão e também normalmente o manipulador satura a mente dos indivíduos com questões. Durante essa fase da Decognição, realidade e ilusão facilmente se misturam, e com isso argumentos embasados numa lógica distorcida podem vir a ser aceitos sem maiores questionamentos.

Terceiro passo: suprimir o pensamento. São técnicas usadas para superficializar a mente. O procedimento é basicamente focar toda a atenção em algo muito simples, o que conseqüentemente gera calma e tranqüilidade. Por períodos longos, isso origina sentimentos de elevação e às vezes alucinação. O pensamento, assim, é fortemente suprimido e, na verdade, se essa atividade for feita por tempo suficiente, resultará na interrupção total do pensar, apagando temporariamente tudo e todos da mente, com exceção do que o controlador sugerir que seja mantido. Nessa situação a tomada de controle está efetivada.

É importante salientar que quando ensinam as técnicas de “supressão do pensamento” aos membros de um curso, além de omitirem seus verdadeiros efeitos fisiológicos, também dizem que há muitos benefícios em seu uso: serão “iluminados” e se tornarão “melhores soldados”.

Existem três técnicas principais usadas na supressão do pensamento. A primeira é a “marcha”. Trata-se de uma batida musical apropriada que literalmente gera a auto-hipnose e assim suscetibiliza a pessoa à sugestão.

A segunda é a meditação. Se você passar uma hora e meia por dia meditando, poucas semanas depois haverá uma grande chance de não retornar ao estado beta de consciência novamente, continuando permanentemente em alfa enquanto continuar com as sessões diárias de meditação. Isso não é essencialmente ruim, se a meditação for feita sozinha, pode vir a ser muito benéfica, mas não deixa de ser um fato que a conseqüência disso tudo é apenas a superficialização da consciência. Eu testei a atividade neural de meditadores, e os resultados obtidos foram conclusivos: quanto mais se medita, mais superficial a consciência se torna. E caso o procedimento seja feito por tempo suficiente e combinado com a decognição,

todo o pensar cessa. Alguns grupos espirituais alegam se tratar do “nirvana”, mas a meu ver essa explicação é um engodo. Pois esse estado não passa, simplesmente, de um resultado psicológico previsível. Penso ainda que se o céu na terra é “superficializar-se” e “alienar-se”, então por que ainda continuamos com nossas “vidas horríveis” (leia- se “cheias de reflexão”) se podemos ter o “nirvana”. A terceira técnica é o canto. Comumente utilizado em conjunto com a meditação. As três técnicas mencionadas acima causam um estado alterado de consciência. Podem, é claro, ser muito benéficas se você estiver comandando o processo,

porque assim controla também as finalidades. Eu pessoalmente uso a programação por auto-hipnose pelo menos uma vez ao dia, e sei quão beneficial ela é para mim. Mas sempre é bom manter em mente que o uso muito freqüente dessas técnicas pode fazer com que se permaneça no estado alfa continuamente, e apesar de que isso aumenta o relaxamento e bem-estar, também nos torna mais sugestionáveis. 8 – Crentes Cegos & Movimentos Coletivizados Antes de fechar o assunto “conversão”, gostaria de falar sobre as pessoas mais suscetíveis a ela e também sobre os Movimentos Coletivizados.

Tenho plena convicção de que pelo menos um terço da população mundial se enquadra perfil que Eric Hoffer denomina “Crentes Cegos”. São literalmente seguidores cegos, pessoas que querem livrar-se de seu poder. Elas procuram por respostas, significados e iluminação em coisas externas a si mesmas. Hoffer diz em seu livro “O Crente Cego” (um clássico sobre o assunto) que “essas pessoas não pretendem conseguir fortalecimento ou auto-afirmação, mas apenas fugir de si mesmas, dando o controle de suas vidas a outrem.

São seguidoras não porque procuram auto- superação, mas, na verdade, porque anseiam a auto-renúncia!”. Hoffer também diz que os Crentes Cegos “são eternamente incompletos e inseguros”. Aprendi tudo isso por experiência própria. Ao longo dos anos em que passei ensinando técnicas e conduzindo treinamentos, defrontei-me com essas pessoas constantemente. Tudo que podia fazer era tentar mostrar que a única coisa a ser procurada é o autoconhecimento, que devem encontrar suas respostas apenas em si mesmas.

Mas quando eu explicava que a base da espiritualidade é a responsabilidade consigo mesmo e o autoconhecimento, respondiam: “você não é espiritual”, e saiam a procura de outra pessoa que lhes desse o dogma que desejavam. Nunca subestime o perigo que essas pessoas representam. Elas podem ser facilmente transformadas em fanáticas que defenderão a ferro e fogo suas “causas sagradas”. Isso se dá porque essas “causas sagradas” na verdade substituem a fé que perderam em si mesmas. A maioria dos moralistas também é formada por “crentes cegos”. Facilmente encontramo-los em cultos, igrejas, comércio, grupos sociais e também na política, constituindo o segmento fanático dessas organizações.

Praticamente todos Movimentos Coletivizados possuem um líder carismático para servir de guia. Os fanáticos querem converter todos ao seu ponto de vista, e se necessário procurarão por leis existentes ou tentarão criar novas para chegar ao seu objetivo. Isso fica evidente ao vermos os esforços dos políticos moralistas. É essencial para o sucesso dos Movimentos Coletivizados que todos possuam um ódio, inimigo ou “demônio” em comum. Os Renovadores Cristãos, apesar de terem Satã como seu “inimigo”, não acharam isso suficiente: incluíram na lista também os ocultistas, pensadores modernos e recentemente todos aqueles que se opõem à integração do Estado com a Igreja, como deixaram claro em suas campanhas políticas.

Quando há revoluções, o “demônio” costuma ser o poder vigente ou a aristocracia. Alguns movimentos organizam-se de uma forma mais inteligente, por isso não pedem diretamente que seus “graduados” tomem partido em seu favor, porque isso os colocaria na posição de “líderes fanáticos”, mas se você olhar de perto verá que, de um modo dissimulado, seus “demônios” são todos aqueles que não fizeram o “curso”. Também existem os movimentos sem os “demônios”, mas eles raramente tomam grande porte. A grande maioria dos “crentes cegos” pode ser dividida em três classes: 1) as pessoas inseguras; 2) as mentalmente desequilibradas; 3) as “solitárias”, sem esperanças e amigos. De qualquer modo, o fato é que as pessoas não precisam de aliados quando seu objetivo é amar, mas apenas quando odeiam ou se tornam obcecadas por algo. Esses obstinados que desejam uma “vida nova” ou uma “nova ordem” acham que os modos atuais de vida devem ser extirpados antes que possam começar a construir seu “mundo ideal”.

9 – Técnicas de Persuasão Tecnicamente, a persuasão não é lavagem cerebral, mas apenas um modo convencer outro indivíduo sem que ele tenha plena consciência do que causou a sua mudança de opinião. Vou apenas introduzi-los a algumas das centenas de técnicas utilizadas atualmente, cuja essência é conseguir acesso ao lado direito do cérebro. O lado esquerdo do cérebro é analítico e racional, o direito é criativo e imaginativo. Isso está extremamente simplificado, mas, por hora, é só que precisamos saber sobre o funcionamento cerebral.

O processo inicial para efetivar a persuasão gira em torno da idéia de distrair e manter ocupado o lado esquerdo do cérebro. Numa situação ideal, os manipuladores induziriam um estado alterado de consciência; com os olhos abertos; fazendo com que você passe do estado beta para o alfa. Vou apresentar um exemplo de como distrair o cérebro esquerdo. Políticos usam essas técnicas o tempo todo; advogados utilizam muitas de suas variações, e chamam isso de “apertar o cerco”. Suponha por um momento estar assistindo um político discursar. A primeira parte desse discurso é a “axiomática”.

Ele tentará condicionar os seus ouvintes a concordar com tudo o que diz fazendo afirmações indiscutivelmente verdadeiras. Às vezes, durante essa parte, as pessoas até balançam suas cabeças em sinal de concordância. A próxima etapa é a dos “truísmos”. São verdades discutíveis, mas uma vez que o político já possui o assentimento da audiência, é muito improvável que eles parem para pensar independentemente, e deste modo continuarão a concordar. Por último vem a “sugestão”. É a parte na qual o político diz o que você deve fazer, pois admitindo que se tenha concordado com todo o discurso, essa sugestão poderia facilmente vir a ser aceita.

Prestando-se atenção no discurso abaixo, ver-se-á que as três primeiras sentenças são “axiomas”, as próximas três são “truísmos” e a última uma “sugestão”. “Senhoras e senhores, vocês estão revoltados com os altos preços dos produtos alimentícios? Estão cansados do preço astronômico da gasolina? E também da inflação fora de controle? Bem, vocês todos sabem que o outro partido permitiu que a inflação chegasse a 18% ano passado; também devem saber que o crime aumentou 50% no país nos últimos 12 meses.

Ainda por cima, seus salários mal estão cobrindo as despesas. A resposta para todos esses problemas é eleger John Jones para o Senado Estadunidense.” Imagino que você já tenha ouvido tudo isso, mas mantenha-se atento às chamadas “reações inconscientes”. Exemplo: o orador faz um gesto com a mão esquerda ao mesmo tempo em que diz uma certa palavra chave. Pesquisas demonstraram que isso tende a afetar a parte direita do cérebro. Os políticos hoje em dia são altamente treinados por especialistas do ramo da neurolingüística, que lançam mão de todas as técnicas “tanto antigas quanto novas” que ajudem a persuadir os eleitores a votar em seus candidatos.

conceitos e técnicas da neurolingüística são tão pesadamente protegidos que apenas falar sobre eles publicamente ou em artigos pode vir a resultar em processos legais. Ainda assim, treinamentos na área estão prontamente disponíveis a qualquer um disposto a pagar o preço. Ela é um dos métodos mais sutis e poderosos de manipulação que já conheci. Uma amiga minha que recentemente participou de um seminário de duas semanas sobre neurolingüística notou que a maioria dos presentes eram políticos. Uma outra técnica extremamente ardilosa chama-se “Técnica da Fachada”.

Basicamente ela consiste em dizer uma coisa com as palavras, mas deixar outra impressão subconsciente na mente dos ouvintes. Deixe-me exemplificar: imagine-se assistindo televisão, e então ouvindo o comentador dizer o seguinte: “O senador Johnson está ajudando as autoridades locais a limpar os estúpidos erros das companhias que contribuem para o problema do lixo nuclear”.

Isso parece possuir caráter apenas informativo, mas se o comentador enfatizar a palavra certa, e especialmente se fizer a gesticulação adequada, poderia passar a inconsciente impressão de que o Senador Johnson é estúpido. A ironia é que mesmo se essa fosse a intenção original do comentador, ainda assim não poderia ser acusado de nada. Técnicas de persuasão são freqüentemente usadas em menor escala, mas com a mesma eficiência. O vendedor de seguros sabe que venderá mais se conseguir fazer com que seus clientes concebam na mente a imagem que ele quer passar. Isso é comunicação pelo lado direito do cérebro. Por exemplo, no meio de uma conserva, o vendedor de seguros para, olha para sua sala, e pergunta:

“você consegue imaginar sua casa maravilhosa pegando fogo?” É claro que você consegue! Isso é um medo inconsciente, e quando ele lhe força a imaginar isso, provavelmente o deixará propenso a assinar o contrato proposto. Os Hare Krishnas, que operam em todos aeroportos, usam a técnica que eu denomino “choque e confusão” para distrair o lado esquerdo do cérebro e assim abrir uma linha de comunicação direta com o lado direito. Enquanto eu esperava pelo avião, uma vez assisti um deles por mais de uma hora.

Sua técnica consistia em quase pular na frente de alguém falando em voz alta pedindo que comprasse um livro e contribuísse com dinheiro para sua causa. Quando as pessoas estão chocadas, facilmente sucumbem à pressão. Neste caso, elas foram chocadas pela inesperada aparição de um devoto Hare Krishna falando em voz alta. Em tais situações, as pessoas passam, por segurança, ao estado mental alfa;

assim evitam confrontar a realidade que os assusta. E já que no estado alfa se tornam altamente sugestionáveis, reagem aceitando o livro; no mesmo momento em que o fazem, sentem culpa; livram-se dela aceitando a segunda sugestão: dar dinheiro. Isso acontece porque todos estamos condicionados à idéia de que se alguém nos dá algo, nós temos que dar algo em troca e, no caso, o algo é dinheiro.

Eu estava perto o suficiente do devoto para perceber que, enquanto ele “trabalhava”, as pessoas abordadas por ele apresentavam um sinal externo do estado alfa: suas pupilas estavam dilatadas. 10 – Programação Subliminar Subliminares são mensagens ocultas que apenas o subconsciente percebe. Podem ser sonoras, escondidas em uma música; também visuais, na forma de imagens esboçadas tão rapidamente que não há como percebê-las conscientemente;

ou então incorporadas de modo astucioso a uma foto ou desenho. A maioria das fitas de áudio usadas na programação subliminar é feita de sugestões verbais gravadas em freqüências muito baixas. Eu acho essa técnica questionável, porque se as sugestões subliminares não são perceptíveis aos sentidos, não podem surtir efeito algum. Todos sabemos que qualquer coisa gravada abaixo da amplitude audível dos seres humanos é inútil. A técnica de programação subliminar em áudio mais antiga consiste em uma voz que segue o tom da música, e assim se torna indetectável sem um equalizador paramétrico.

Mas ela é patenteada, e quanto eu quis desenvolver minha própria linha de fitas de áudio com programações subliminares, não tive sucesso negociando com os possuidores da patente. Meu advogado, então, obteve cópias das patentes, as quais eu dei a um talentoso engenheiro do ramo e pedi a ele que criasse uma nova técnica. Foi encontrado um modo de sintetizar e modificar psico-acusticamente as mensagens para que fossem reproduzidas na mesma freqüência da música, desse modo aparentando ser parte dela. Percebemos que usando essa técnica fica impossível reduzir as outras freqüências para possibilitar a detecção da programação subliminar mascarada.

Em outras palavras, apesar de as sugestões estarem sendo ouvidas pelo subconsciente, não podem ser detectadas nem mesmo com o equipamento mais sofisticado. Se para nós inventar uma técnica nova foi tão fácil, vendo a tecnologia atual e todo o capital aplicado em publicidade, apenas fico a imaginar quão desenvolvidas essas técnicas devem estar atualmente.

Assusto-me só de pensar sobre toda a propaganda e manipulação comercial a que somos expostos diariamente. Simplesmente não há como saber o que está por detrás da música que ouvimos. É até possível esconder uma segunda voz atrás da principal. As informações levantadas por Wilson Bryan Key documentam o uso mal-intencionado da programação subliminar em comerciais e campanhas políticas, mas especialmente em jornais, revistas e pôsters. A grande questão é: programação subliminar realmente funciona? Eu respondo e garanto: sim, funciona. Digo isso não apenas baseado nos relatos dos que ouviram minhas fitas, mas também porque vi os resultados obtidos por essas programações no departamento musical. Supostamente a única mensagem mascarada nas músicas seria “Não roube”: após nove meses o departamento de uma rede de lojas constatou uma redução de 37% nos roubos.

O Laboratório de Psicofisiologia Cognitiva na Universidade de Illinois, em 1984, publicou um artigo num boletim informativo chamado “Cérebro-Mente” afirmando que cerca de 99% de nossa atividade cognitiva poderia ser inconsciente. O extenso artigo termina fazendo a seguinte afirmação: “Essas descobertas sustentam que o uso da programação subliminar é tão eficiente quanto a hipnose terapêutica, programação neurolingüística ou sugestões gravadas em áudio”. 11 – Manipulação em Massa Poderia relatar muitos casos para sustentar a eficiência da programação subliminar, mas prefiro usar o tempo para alertá-los sobre modos ainda mais sutis em que essa programação é empregada. Pessoalmente compareci a um auditório com mais de 10 mil pessoas reunidas para assistir uma palestra.

Vinte minutos após entrar no local, percebi que estava oscilando entre estados de consciência. Meu acompanhante percebeu a mesma coisa, e por sermos profissionais da área, estávamos cientes do que aquilo significava. Através de uma observação cuidadosa, chegamos à conclusão de que as demonstrações aparentemente espontâneas eram, na verdade, hábeis manipulações. Neste ambiente, o único modo que consegui imaginar para induzir transe em pessoas com olhos abertos seria ressoar uma vibração sonora de 6 ou 7 ciclos por segundo e mascará-la com o ruído do ar condicionado. Essa vibração em particular leva ao estado alfa de consciência. Dez a 25 por cento da população é passível de induções a estados de consciência sonambúlicos.

Para essas pessoas, a sugestão do orador, se não representar perigo a elas mesmas, tem grande potencial de ser aceita como um “comando”. 12 – Vibrato Isso nos leva a mencionar o Vibrato, um efeito tremular utilizado em vocais ou músicas instrumentais. Sua freqüência induz estados alterados de consciência. Em um certo período da história inglesa, os cantores cujas vozes possuíssem o vibrato pronunciado eram proibidos de cantar em público porque os ouvintes entravam em estados alterados e tinham fantasias, muitas das quais eram de natureza sexual. Pessoas que gostam de opera ou cantores como Mario Lanza, estão familiarizadas com esse estado de consciência. 13 – Ondas de Freqüência Extrabaixa Levando esse alerta um pouco mais adiante, menciono aqui as OFE. Um dos primeiros usos dados a essa onda de natureza eletromagnética foi a comunicação entre submarinos. Dr. Andrija Puharich, um respeitadíssimo pesquisador, organizou um experimento na tentativa de advertir os oficiais do Estados Unidos sobre o uso que os russos estavam fazendo dessas ondas. Os voluntários foram conectados a aparelhos para que suas fases cerebrais fossem monitoradas. Após isso, foram colocados em uma sala de metal, impenetrável a sinais comuns. Dr. Puharich então irradiou OFE nos voluntários. Esse tipo de onda atravessa facilmente a terra, e obviamente também passou através do metal.

Para os que estavam dentro da sala era impossível saber se o sinal estava ou não sendo enviado. Após o experimento, através do registro da atividade neural dado pelos equipamentos, Dr. Puharich constatou que 30 por cento dos que estavam dentro da sala após 6 a 10 segundo haviam sido “dominados” pelas OFE. Quando eu digo “dominados”, quero dizer que seus comportamentos seguiram exatamente o previsto para cada freqüência específica. Ondas com menos de 6 ciclos por segundo os tornaram emocionalmente perturbados, até causando disfunções corporais. Ondas com 8.2 ciclos/segundo fazia-los sentirem-se inebriados, como se estivessem em alguma espécie de meditação sublime, que levaria anos para ser aprendida. As ondas de 11.3 ciclos por segundo induziram um comportamento depressivo e ansioso, o que resultou em uma conduta revoltosa. 14 – O Neurofone Dr. Patrick Flanagan, um amigo pessoal, no começo dos anos 60, quando ainda era apenas um adolescente, foi listado como um dos maiores cientistas do mundo pela revista “Life”. Entre as muitas de suas invenções, havia um dispositivo chamado “Neurofone”. Um instrumento eletrônico capaz de programar sugestões através da pele. Ao tentar patenteá-lo, o governo dos Estados Unidos exigiu a prova de que realmente funcionava. Após tê-lo provado, a Agencia de Segurança Nacional confiscou o Neurofone. Patrick perdeu cerca de dois anos em batalhas judiciais para conseguir sua invenção de volta. Ao usar o dispositivo, não se ouve ou vê nada; ele envia mensagens através da pele que, segundo Patrick, é capaz de uma sensibilidade muito especial por possuir mais sensores de calor, toque, dor, vibração e campos elétricos que qualquer outra parte do corpo. Em um de seus testes mais recentes, organizou dois seminários idênticos para espectadores militares. Devido ao grande número de indivíduos, o auditório não era grande o suficiente acomodar todos ao mesmo tempo, então o primeiro seminário seria feito numa noite e o outro na subseqüente. Ao ver que o primeiro grupo se mostrou frio e indiferente, Patrick passou o próximo dia fazendo uma fita especial para utilizar no segundo seminário. A intenção era que a fita instruísse-os a serem cordiais e receptivos, e também para que sentissem um “formigamento” nas mãos. Ela foi reproduzida através do neurofone, que estava conectado a um fio colocado ao longo do teto do auditório. Não havia alto-falantes e nenhum ruído podia ser ouvido, mas, ainda assim, a mensagem foi transmitida do fio diretamente aos cérebros da audiência, que respondeu de acordo com a programação: tornaram-se cordiais e receptivos, suas mãos formigaram e também reagiram de outros modos que não podem ser mencionados aqui. Quanto mais descobrimos sobre o funcionamento do corpo, mais aprendemos a controlar os seres humanos. O mais assustador é saber que os meios para essa “dominação coletiva” já existem. As televisões em sua sala e quarto estão fazendo algo mais que apenas entretê-lo. Antes de continuar, vou explicar mais uma coisa sobre os estados alterados de consciência. Neles, passamos a utilizar o lado direito do cérebro, o que resulta na liberação dos opiáceos naturalmente contidos no corpo: encefálicas e beta-endorfinas. Substâncias que são quimicamente quase idênticas ao ópio. Em outras palavras: você se sente bem e vai querer mais. Testes recentes feitos pelo pesquisador Herbert Krugman mostraram que, ao assistir televisão, a atividade do lado direito do cérebro é maior numa proporção de 2 para 1. Dizendo de modo mais claro, os espectadores estavam num estado alterado de consciência. Durante o tempo em que passaram vendo TV estavam predominantemente em transe. E isso significa que estavam recebendo a “recompensa” de beta- endorfinas. No intuito de medir a intensidade da atenção dos telespectadores, o psicofisiologista Thomas Mulholland do Hospital de Veteranos em Bedford, Massachusetts, conectou alguns jovens voluntários a um dispositivo que desligava a televisão automaticamente ao detectar que as ondas alfa se tornavam preponderantes em seus cérebros. Apesar de dizer para se concentrarem, apenas alguns conseguiram manter a televisão ligada por mais de 30 segundos. Se a maioria dos telespectadores já está hipnotizada, aprofundar o transe é fácil. Um método simples é colocar uma imagem em branco a cada 32 quadros do filme sendo projetado. Isso cria uma pulsação rítmica de 45 ciclos por segundo que apenas é detectada pela mente subconsciente (o lugar ideal para induzir a hipnose profunda). Os comerciais que forem trabalhados em suas características para induzir o estado alfa têm uma probabilidade muito maior de serem aceitos pela audiência. A alta porcentagem de telespectadores passível de indução a estados de consciência sonambúlicos pode muito bem vir a aceitar as sugestões ou comandos desde que não contrariem sua moral, religião ou integridade. A oportunidade para tomar o controle sobre a população está bem aqui: aos 16 anos uma criança já passou de 10 a 15 mil horas assistindo televisão, e isso é mais tempo do que passa na escola! Em média, as TVs permanecem ligadas por volta de 6 horas e 44 minutos por dia, o que representa um aumento de 9 minutos em relação ao ano passado e de três vezes em relação à média dos anos 70. Obviamente não há perspectiva de melhora. Estamos nos transformando em um “mundo alfa”, muito parecido com o proposto por Orwell em 1984: plácido, transparente e obediente. Em uma pesquisa feita por Jacob Jacoby, psicólogo da Universidade de Purdue, constatou-se que 90% das pessoas não entendiam completamente nem a mensagem de um comercial simples. O telespectador típico, um minuto após ter assistido um programa, acerta apenas 13 de 36 perguntas sobre o que acabou de ver. Resultado facilmente previsível, pois ele estava entrando e saindo de transe! Em transe profundo, você deve ser especificamente instruído para lembrar-se dos acontecimentos, do contrário esquece-os automaticamente pela mente subconsciente (o lugar ideal para induzir a hipnose profunda). Os comerciais que forem trabalhados em suas características para induzir o estado alfa têm uma probabilidade muito maior de serem aceitos pela audiência. A alta porcentagem de telespectadores passível de indução a estados de consciência sonambúlicos pode muito bem vir a aceitar as sugestões ou comandos desde que não contrariem sua moral, religião ou integridade. 15 – Epílogo Neste artigo apenas toquei a ponta do iceberg. Ao começar a pensar nas possibilidades de combinação entre mensagens subliminares em músicas e imagens, efeitos visuais hipnóticos, músicas com batidas indutoras de transe, chega-se a inúmeras fórmulas extremamente eficientes para perpetrar lavagem cerebral. A cada hora na frente da TV você se torna mais e mais condicionado. E caso pense “deve haver alguma lei para controlar esse tipo de coisa”, enganou-se. Não há! Existe muita gente poderosa que obviamente prefere as coisas exatamente como estão. Talvez estejam planejando algo? Autor: Dick Sutphen. Tradutor: André Díspore Cancian. Fonte: Psychologie und Landmark Education.
leu leutraixseal[1]

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